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Mostrando postagens de 2011

Inabalável

Inabalável Não há nada mais indestrutível Que um amor impossível. Ele não começa, Ele não termina, Não atinge a sua plenitude. E o personagem principal Pensa que ela Ainda vai fazer parte de sua história. Pobre sonhador, Desenganado pelo amor Que nunca poderá ter Nem sentir. E só de longe, E  em pensamentos, Pode tê-la em seus braços Sentir os beijos E  imaginar o seu cheiro. Paulinho Meireles

Pretérito Imperfeito

Pretérito Imperfeito Viram-se as folhas, Os invernos se renovam, Sensações se repetem E trazem  desordem. E por mais que Personagens saiam de cena, Os ruídos continuam a brincar Com a ação do tempo. Paulinho Meireles

Primoroso

Primoroso O canto dos pássaros Fazia-me abrir os olhos E, lentamente, Meu corpo despertava. A rotina era boa, A pressa não existia, Sobrava tempo pra tudo. Tudo que eu precisava. Os recursos eram poucos, Mas a vida   era barata. Vez por outra me pego a lembrar... Dessa monótona vida pacata. Paulinho Meireles

Aos "Sábios"

Aos “Sábios” A todo sabedor De algo a ser sabido, Não se entregue À arrogância do saber. Se sábio é, Deve saber Que a humildade É a maior das sabedorias. Paulinho Meireles

Retórica Nossa

Retórica Nossa Um simples beijo Acaricia-me a alma; Um simples abraço Segurança me dá. E quando não existem palavras, Três leves apertos Em tua mão delicada... Muito se diz, Sem precisar   falar. Envolvidos em nós mesmos, Não vemos o passar das horas. Por mais que elas teimem em passar. “Já vou, é tarde...” “Não... Não quero sem ti acordar.” É a retórica dos namorados. Espontânea, simples... E sem nada planejar. Paulinho Meireles

Efêmero

“Efêmero” Nada nesse mundo é eterno, Se não soubermos cuidar. Mais fácil que durar pra sempre, É num instante acabar. Paulinho Meireles

Voltas

“Voltas” Em outras circunstâncias, Encontrei-a mais vivida. Não mais bonita, Mas com a mesma graça. O coração não senti palpitar, Mas fiquei curioso... O que há de novo? O que tem pra te contar? Pensando bem, Não importa. Faz tempo, Fechei a porta. E a chave? Esqueci de guardar. Contudo, me comovi, Antes, eras feliz. Hoje, trazes - por mais que disfarces- Tristeza no olhar. Paulinho Meireles

Equilíbrio

“Equilíbrio” A esse ponto voltei E o porquê... não sei. As ondas do mar da vida Trazem-me sempre À mesma praia. Uma deserta e quieta praia Com uma beleza singular Difícil de decifrar Contudo, bonita. Sempre que volto Percebo algo novo A bagagem que trago - sempre mais pesada- De mim, fala um pouco. Paulinho Meireles

Revivificar

Revivificar Olhar para trás, Ver o que passou, Amadurecer as idéias. Conhecer-se e analisar-se É essencial para uma vida plena. Lembranças boas ou ruins Fundamentam o crescimento pessoal E espiritual. É o engenho da vida... Saber-se, criticar-se, renovar-se. Paulinho Meireles

Deixar-se

Deixar-se Alegra-se o amuado - e depois- O tom do horizonte Não é o mesmo. Os pássaros cantam - mais bonito - E o vento Não é tão pesado. Acordar é bom... - é belo o dia- A noite Mais ainda. Paulinho Meireles

Espera

“Espera" Ao pé da porta, Deito e descanso. Lá dentro, Não sinto vida Nem movimento. Nem o vento Parece viver Nesse infinito Espaço pequeno. A espera me cansa, Desanimo e padeço. Solidão é o preço Pago pela ansiedade Que me acompanha. Paulinho Meireles

Encontro

“Encontro” Lindo, Sincero, Verdadeiro, Intenso, Abençoado... Assim, É o nosso amor... E só a gente sabe, Só a gente sente. Paulinho Meireles.

Repaginar

“Repaginar” Em folhas consideradas brancas, Apago reminiscências inexistentes – aparentemente – Guardadas no inconsciente. Sombras que se exprimem – implicitamente – Em momentos inoportunos De idos antiquíssimos. Já não existem sonhos coloridos Nem melodias tão melosas. Fogem-me as doçuras. Desprendo-me das fórmulas. Paulinho Meireles

Apatia

“Apatia” Triste jardim sem água, Seco e sem cor. Lírios e  violetas murcham. Não é tão vivo O amarelo dos girassóis Nem o verde das folhas. Padece do esquecimento. Mal  só percebido Quando os falecidos Galhos lívidos Não respondem A um aguar derradeiro. Paulinho Meireles

De repente

“De repente” Estava sempre ali E não a via. Não era a hora Nem o lugar Mas ao te encarar Senti a força Do palpitar. Quis falar Não consegui Você sorriu pra mim. Não sei explicar. A velocidade foi tremenda, Mas, meu amor, entenda... Não existem regras Pro amar. E de uma maneira tão pura, À adolescência voltamos E naturalmente ficamos... Sem o outro imaginar. Não existiu conquista Nem planejadas conversas. As coisas aconteceram. E na hora certa, Deus soube abençoar. Paulinho Meireles

Promessa

“Promessa” Prometo não pensar mais em ti E não mais sorrir Quando te ver passar. Não olhar em teus olhos Nem deixar o coração palpitar E sacudir de emoção Nem gaguejar ao falar. Mais que isso! Também prometo Dos meus sonhos E pensamentos teimosos te tirar Além de não mais desejar Teu corpo a me esquentar. Só não prometo, Jamais prometo... Não mentir Nem me enganar. Paulinho Meireles

Platônico

“Platônico” Tens a mais doce e delicada Expressão feminina, Um sorriso dengoso E um jeito de falar Que me embriaga todo. Sabes o caminho Do meu coração, Mas um pouco de tua atenção Não consigo chamar. Não sei agir contigo Ensaio coisas, Mas   digo... O que não queria falar. Ah... se eu soubesse o segredo Que envolve o teu coração. Dar-te-ia tudo E pouco mais que amar. Paulinho Meireles

Aos quinze

“Aos quinze” Conhecia as regras do falar, Mas não sabia dizer, Por ser indizível, O que sentira. A sensação de um gozo novo Explodia-me   por dentro. Não sabia quem era eu E quem era ela, Éramos um só Em dois corpos separados. Era virgem de sentimentos E de mulheres. Contudo, da razão... Eu esqueci. E   ao   desejo... Me entreguei. Paulinho Meireles

Sozinho

“Sozinho” Nem todos nascem Para ser de alguém. Que problema se tem Em ser sozinho? Vivo só E não ligo. Sou muito complicado E cheio de vícios. Os amores que tive Foram de verão. Não me apego Nem nego Segundos de atenção. Contudo, não minto E me dou como abrigo Só não prometo, senhorita, Algum compromisso. Paulinho Meireles