“garoa” hum... que preguiçoso dia escurecem as ruas, os carros seguem mais lentos, os olhos piscam devagar um contagioso bocejar contamina a todos e da janela, olho o efeito de uma provável chuva sinto-me espreguiçar - lentamente. um cansaço inevitável uma vontade de nada fazer... um sono... Paulinho Meireles
“Dúvida” E surge a dúvida... Quantas já tive? Mas aquela dúvida, Aquela cruel dúvida... E quantas perguntas, Quantas aparecem -só de pensar. Uma dor no peito, Uma agonia... Desvio os pensamentos Para não me torturar. Parece que nunca vai terminar... Não tem para onde correr... Não tenho a quem perguntar. E por mais que jures, Não consigo acreditar. A vergonha me toma, Me consome todo -e por dentro. Acordo cansado, Permaneço deitado. Desejo o fim - de mim mesmo. É a dúvida, A inquieta dúvida... E a verdade me assusta, Estremeço -só de imaginar. Algumas doses, Algumas músicas, O telefone, A saudade, O gozo... A dúvida, A inquieta dúvida. Paulinho Meireles
“Suprema Felicidade” Por muito buscá-la, Às vezes, a encontro... Mas não demora muito... E ela se vai novamente... Não conheço ninguém Que não a queira E todos a tiveram Um pouco... Mas nunca por completo... E nunca constantemente... Viver à sua procura... É o que me move Senti-la é mais que prazeroso E tê-la... é impossível... Entre altos e baixos... Sinto-a... Convenço-me... Preciso não ter... Para querer ... Essa tal felicidade... Paulinho Meireles
Garoteeee!!!! Show de bola o poema! abraço, dr.!
ResponderExcluir