Memórias
“Memórias”
Poucos trocados
Numa velha carteira
Cheia de papéis,
Não me preocupavam tanto.
As peladas à tarde com amigos,
As marcações de quadrilha,
As lições de casa,
Os doces namoricos...
Muito bem me faziam.
Crises existenciais
Não existiam.
As mais bobas tristezas
Logo eram substituídas
Pelos pequenos prazeres da vida.
Viver era fácil
Naquela época.
Crescer foi difícil...
Difícil até demais...
Paulinho Meireles
Ai ai... Encantada com suas belas produções!!! Parabéns mais uma vez!
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ResponderExcluirMas crescer dói mesmo. E quanto aprendizado existe nessa luta que travamos diariamente conosco, não é? Viver é, pois, isso: aprender a ser sozinho, para depois morrer de vontade de ser de alguém.
ResponderExcluirÉ difícil ainda estar aqui e não aprender. E agora a aprendizagem parece ter um sabor doce. Nem sei. Mas ainda dói.
Minhas memórias foram muito intensas ao ler o seu poema.